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TSE marca julgamento de recurso de Cláudio Castro para 2 de junho
Ex-governador tenta recorrer contra condenação de inelegibilidade
Radioagência Nacional - Por Priscila Thereso*
Publicado em 29/05/2026 11:32
Atualizadas
© Lula Marques/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral marcou para o dia 2 de junho, próxima terça-feira, o julgamento do recurso do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, contra a decisão que o condenou à inelegibilidade.

Nesta semana, Castro foi alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga a prática de crimes financeiros envolvendo o RioPrevidência, o fundo de previdência social de centenas de milhares de servidores públicos civis e militares fluminenses.

A Polícia Federal identificou aplicações de mais de R$ 3 bilhões do RioPrevidência para o Banco Master durante o governo de Cláudio Castro. 

Após essa operação, Castro anunciou que não vai se candidatar ao Senado. Em vídeo publicado nas redes sociais, Castro disse que vai se concentrar na apresentação da defesa e nos esclarecimentos das acusações:

"Minha família está passando momentos que eu jamais imaginei que ia passar. Foram dias de dor, dias de exposição, dias de mentiras. Eu resolvi tomar a decisão mais difícil da minha vida: resolvi retirar a minha candidatura ao Senado Federal. E resolvi retirá-la para que eu possa me focar completamente na minha defesa. Teremos condições de fazer uma defesa técnica. Meus advogados já fizeram a defesa do primeiro caso e, até a próxima terça-feira, também uma nova petição muito robusta será colocada explicando todos os fatos que aconteceram, explicando qual é o papel do governador, até onde vão os limites da atuação do governador", diz. 

O recurso que será julgado na próxima terça-feira diz respeito à decisão que tornou Cláudio Castro inelegível até 2030. Em março, ele foi condenado pelo próprio TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

O tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato tampão, que é quando a Assembleia Legislativa escolhe o governador. No entanto, o PSD recorreu ao Supremo Tribunal Federal e defendeu eleições diretas.

O Supremo aguarda o julgamento do recurso do TSE para decidir se as eleições serão diretas ou indiretas. O placar até agora está em quatro votos a um a favor da realização de eleições indiretas.

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, continua como governador do estado até a conclusão do julgamento.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
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